Pagamentos digitais G2P e inclusão financeira para a resiliência social

Há uma tendência, a nível mundial, para a automatização e digitalização dos pagamentos monetários dos programas de proteção social. Em alguns países africanos, como Zambia, Namíbia, Togo, Tanzânia, Malawi, Comores e Moçambique, assiste-se à crescente diversificação de meios. Contudo, os estágios de digitalização destes países variam, sendo comuns os desafios legais, regulatórios e ao nível das infraestruturas. A “digitalização ponta-a-ponta” que diversifique meios de pagamento e permita ao usuário escolher o provedor de serviços é um dos aspectos centrais para melhorar a eficiência do sistema de pagamentos dos governos para as pessoas (G2P). Em Moçambique, a resposta à COVID-19, com o PASD-PE COVID-19, expandiu a cobertura do sistema de proteção social, triplicando de 520.000 para aproximadamente 1,6 milhão de famílias. As respostas às emergências dos últimos anos no país possibilitaram um avanço na agenda de pagamentos digitais.